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Entrou numa dívida com juros abusivos? Saiba como sair dessa furada

Se dentre as resoluções de fim de ano estava aquela de não contrair dívida, mas justamente o contrário aconteceu, ainda resta bastante tempo para mudar esse cenário. Quanto antes, melhor, vale lembrar. O problema de muitos devedores acaba não sendo o financiamento de algum bem ou serviço em si, mas os juros que recaem sobre ele, conforme os pagamentos não são feitos ou atrasados.

 

Bancos, operadoras de cartão de crédito, agências de cobrança, entre outros, nem sempre agem de maneira idônea no que se refere ao recebimento do débito acumulado. “Muitas financeiras se aproveitam da ignorância de certas pessoas para meter juros”, afirma o advogado Thiago Santos Gonçalves, da Santos Gonlçalves Advocacia, e orienta: “Você tem que ter em mente que o consumidor está numa posição desfavorável com relação ao banco (ou outras empresas credoras)”. Para ele, é preciso descobrir como a conta chegou ao montante abusivo, analisar os juros que estão sendo cobrados, e como a justiça pode ajudar nessa hora.

 

Como perceber se o que está sendo cobrado é aceitável ou justo?

 

O melhor instrumento para estar ciente dos direitos é o Código de Defesa do Consumidor, conta Thiago. Cabe ao consumidor entrar na Justiça por meio de um advogado de confiança, a fim de pedir umarevisão do contrato ao juiz. Hoje em dia, a questão dos juros passou a ser de livre negociação entre as partes envolvidas. Não há limite legal imposto para isso.

 

Contudo, os juros se tornam abusivos quando ultrapassam a base dos índices praticados pelo mercado – como o da inflação, IGPM, etc (cada contrato usa um). Se for possível demonstrar ao juiz que os juros estão, de fato, acima do mercado, uma ação liminar suspenderá a cobrança deles.

 

Como negociar com a parte credora (empresa à qual se deve)?

 

A partir da entrada com o processo na Justiça, Thiago aconselha a ligar insistentemente para a empresa credora, avisar sobre o processo e tentar renegociar a dívida em busca de um acordo que seja possível de continuar pagando: “a Justiça é lenta e não adianta entrar com ação e ficar quietinho”. Além de se exigir seus direitos, é importante negociar, ele reforça.

 

Órgãos como o PROCON (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) e a Defensoria Pública também são recursos à disposição. “A pessoa pode tentar procurar a Defensoria Pública, mas tem que demonstrar se (o processo) encaixa ou não no perfil deles… O máximo que o PROCON poderá fazer é aplicar uma sanção administrativa, como uma multa ao banco (ou empresa credora)”. Sendo assim, o advogado propõe que a pessoa vá direto ao judiciário.

 

E depois, o que acontece?

 

A empresa credora estará muito mais disposta e aberta a renegociar a dívida, seja por meio dedescontos ou um novo parcelamento, pois existe o risco de não receber mais aquele contrato, explica. “Financiamento de veículos davam bons descontos”, ele cita, ao relembrar casos nos quais trabalhou.

 

Há a possibilidade de se obter um reembolso, entretanto, isso dependerá de quantas parcelas já foram pagas.

Insista no contato com a empresa credora para renegociar a dívida FOTO: thinkstock

 

O crédito do consumidor ficará abalado no mercado?

 

“Não é porque (o consumidor) está enrolado em um contrato, que não pode entrar em outro. Nos próximos financiamentos, já tem que ficar de olho nisso… Esse tipo de ação não prejudica o seu crédito, você não pode ser discriminado por cobrar os seus direitos. A vida continua, é só um contrato que está sendo revisto pelo banco (ou empresa credora)”, o advogado comenta.

 

Caso o consumidor sinta algum tipo de discriminação nesse sentido, deve levá-la à Justiça como danos morais e comprovar o ocorrido.

tags: Fonte: http://www.daquidali.com.br/mulher/carreira-financas/entrou-numa-divida-com-juros-abusivos-saiba-como-sair-dessa-furada/


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