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Confiança do consumidor paulistano recua 26,2% em um ano, diz pesquisa

Em novembro, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), pesquisa realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), registrou 85,6 pontos, queda de 26,2% em comparação ao mesmo mês do ano passado, quando registrou 116 pontos. Já no comparativo mensal, a retração de 3,6% sobre os 88,8 pontos registrados em outubro demonstra o aumento do pessimismo dos paulistanos após ligeira melhora observada nos três meses anteriores.

Para a Entidade, o cenário permanece desfavorável ao consumo. Os juros elevados, a falta de crédito no mercado e os preços altos limitam o poder de compra dos consumidores - especialmente entre os de baixa renda, que já vivem normalmente com um orçamento mais apertado. A expectativa é que o quadro se agrave ainda mais em razão do forte aumento do desemprego observado nos últimos meses.

Após três meses de melhoria, os dois componentes do indicador mostraram decréscimo na comparação mensal. O Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) registrou um recuo de 3,1%, ao passar de 56,1 pontos em outubro para 54,3 pontos em novembro; e, em comparação ao mesmo período no ano passado, a retração foi de 47,5%. O Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), por sua vez, sofreu queda de 3,8%, passando de 110,6 pontos em outubro para 106,4 pontos em novembro. Em relação ao mesmo mês no ano anterior, apresentou redução de 14,5%.

Gênero

No recorte por gênero, o ICC das mulheres apresentou em novembro 81,1 pontos, queda de 5,9% em relação a outubro, quando atingiu 86,2, enquanto os homens permaneceram um pouco menos pessimistas (90 pontos, apenas 1,5% de recuo em relação ao mês anterior, quando o ICC deles marcou 91,4 pontos).

Sendo assim, a confiança das mulheres em relação ao momento atual diminuiu 6,3% e passou de 50,9 pontos em outubro para 47,7 pontos em novembro. Já entre o público masculino, o ICEA recuou apenas 0,5%, ao passar de 61,2 pontos em outubro para 60,9 pontos em novembro.

No IEC, o destaque ficou também por conta do público feminino, que mostrou-se o segmento menos otimista em relação ao futuro. O indicador do grupo registrou recuo de 5,8%, ao passar de 109,7 pontos em outubro para 103,4 pontos em novembro. O IEC dos homens apresentou uma leve queda de 1,8%, ao passar de 111,5 pontos em outubro para 109,4 pontos em novembro.

Renda

Na classificação por renda, os consumidores com rendimentos abaixo de dez salários mínimos permaneceram mais pessimistas em relação às condições econômicas do que aqueles com maior renda. O ICC do grupo registrou queda de 2,2% e apresentou 84,6 pontos em novembro, ante 86,5 pontos em outubro. Por outro lado, indicador dos consumidores com renda superior sofreu maior queda (-6,4%), atingindo 87,6 pontos em novembro, ante 93,6 em outubro.

No ICEA, os consumidores com rendimentos abaixo de dez salários mínimos apontaram uma queda de 2,2% no indicador em relação ao mês anterior, ante -4,9% no caso dos consumidores de renda mais elevada. Já o IEC apresentou redução de 6,9% entre os consumidores com rendimentos acima de dez salários mínimos, ao passar de 115,6 pontos em outubro para 107,7 pontos em novembro. Entre os consumidores de menor renda, o recuo do indicador foi de 2,2%, de 108,2 para 105,8 pontos.

Para a FecomercioSP, a crise econômica, somada à turbulência política, mantém os consumidores apreensivos e, mês a mês, vem afetando o índice de confiança dos paulistanos. Esse pessimismo tende a resultar em vendas mais fracas neste fim do ano.


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